quarta-feira, abril 12, 2006

Journey 12042006

às vezes sonho com algo intangível
que não consigo tocar nem compreender
mas que durante o dia me provoca uma luz quando me relembro

questiono sobre o véu que acabo de levantar
será que é proíbido?
porque ser único nesta busca solitária da razão e da sabedoria
quando as emoções por dentro nos dilaceram com a consciência que somos vivos e somos algo mais

e aí, penso que não sou nenhuma máquina... nem sou pré-programado
a responsabilidade do meu destino é um peso ensurdecedor

que não me deixa dormir ... e não me deixa quieto
e porém não há ninguém no mundo ou no céu que me pudesse salvar

é tudo certo ... tudo a nossa caminhada na vida
que já dura há milhares de anos
e é sempre iluminada pelas omnipresentes luzes das estrelas do céu

sim! elas controlando cada passo e cada sentimento que eu dou e expresso
e todos que deixo cair...
que deixo escapar e eles quase nunca se deram ao trabalho de compreender

porque esta é uma jornada sombria, misteriosa, bela e magicamente iluminada de emoções
é como a luz da lua a brilhar à noite, completamente cheia e radiante
que brilha sob as silhuetas dos choupos com sinais de subtileza

e que se deixa esprair na mármore de uma cozinha solitária
dum quarto permufado pela mágia desesperante de solidão
duma guitarra arranhada às três horas da madrugada sem qualquer resposta

e no entanto eu não tenciono arredar pé da teia de água cristalina do tempo
porque ela é incrivelmente mais bela
sumptuosamente mais detalhada

misteriosamente mais verdadeira


sabem o que é esta água cristalina do tempo?

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